






Fotografia e Dicas para grávidas e mamães












Endometriose: a principal causa da infertilidade feminina
Médicos explicam como enfrentar a doença que impede a gravides de muitas mulheres
Mauricio Simoes Abraão - IG
Desde pequenas, as mulheres ouvem que sentir cólicas menstruais é parte da natureza feminina. Porém, a cólica é um sinal de que algo não está indo bem e deve ser avaliada com muita atenção, porque pode ser um sintoma de endometriose, uma doença que afeta uma em cada dez mulheres em idade fértil, ou seja, cerca de seis milhões de brasileiras, segundo o IBGE.
Mas o que é exatamente essa doença, considerada por muitos a principal causa de infertilidade feminina?
O útero de toda mulher é revestido, internamente, por uma camada de tecido chamado endométrio, local onde o óvulo, quando fecundado, aloja-se para iniciar a gravidez. Caso a gravidez não ocorra, o endométrio é expelido durante a menstruação. Em algumas mulheres, as células do endométrio podem aparecer e crescer fora do útero, estabelecendo assim a endometriose. De uma forma simples, podemos dizer que é a presença de endométrio, tecido que reveste a cavidade uterina e que é expelido durante a menstruação, fora do útero.
As causas da endometriose ainda não são totalmente conhecidas, mas as mais prováveis são a genética, o fluxo menstrual retrógrado (saída de uma pequena quantidade de sangue menstrual pelas trompas uterinas), a imunidade e o estresse. Alguns indícios sugerem que mulheres ansiosas, com alto grau de estresse estão mais propensas a desenvolver a doença. Porém, a principal característica comportamental que predispõe à doença é, sem dúvida, a postergação, cada vez mais frequente, da maternidade. Hoje em dia, uma mulher tem 400 menstruações ao longo de sua idade fértil, contra 40, no início do século XX. Antes, as mulheres tinham mais gestações, ou seja, tinham menos endométrio disponível e, consequentemente, menos incidência de endometriose. Por tudo isso, a endometriose é caracterizada como o mal da mulher moderna.
Cólicas menstruais intensas, sangramento abundante ou irregular, ou outros sintomas durante as menstruações como náuseas, diarreia, dificuldade de evacuar, ou urinar são alguns dos sinais da endometriose. Mas os principais sintomas da doença são a dor durante a menstruação e no ato sexual. A endometriose é bastante sintomática. Entretanto, apenas o fato de não conseguir engravidar gera a suspeita de que essa mulher pode ter endometriose. Apenas cerca de 10% das mulheres não têm sintomas, o que pode fazer com que a doença evolua e aumente as chances de prejuízo à fertilidade da mulher.
Antes de descobrir que têm endometriose, é muito comum que as mulheres passem por um longo período de sofrimento, que pode ter graves consequências. Infelizmente, o tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico da doença é de mais de sete anos, por isso é fundamental aumentar o conhecimento das mulheres a respeito da doença. Dessa forma, evitamos consequências mais graves, como a infertilidade, causada pelo diagnóstico tardio, em muitos casos. Estudos indicam que 50% das mulheres que têm endometriose não conseguem engravidar e, só quando buscam ajuda médica para ter filhos, descobrem que são portadoras da doença.
A melhor prevenção é a mulher ficar atenta à dor, seja durante a menstruação ou nas relações sexuais, e procurar um médico ginecologista o mais rápido possível, pois quanto mais cedo se detecta a doença, mais rápido um tratamento adequado poderá ser iniciado. Vale reforçar que a endometriose pode surgir já na adolescência. Por isso, cólicas intensas devem ser acompanhadas e podem ser um indício importante da doença.
O diagnóstico da doença é clínico, complementado por exames por imagem, como ultrassom, ressonância ou ecoendoscopia. O Brasil é considerado uma referência em diagnóstico da endometriose. Aqui, foram desenvolvidos métodos de utilizar o ultrassom para diagnosticar uma forma mais agressiva da doença, que tem sido muito aceito no mundo inteiro e tem ajudado os médicos a definir a estratégia terapêutica, com grande benefício para as pacientes.
Hoje, a endometriose pode ser tratada de duas formas: cirurgicamente, por meio de laparoscopia, ou por meio de medicações, que bloqueiam a produção dos hormônios femininos, responsáveis pelo ciclo menstrual.
Os custos diretos e indiretos da doença são altos. Não existem dados precisos no Brasil, mas tomando o exemplo dos Estados Unidos, os gastos com a endometriose superam os da enxaqueca e da doença de Chron. O impacto econômico, sem dúvida, é grande e serve de alerta às autoridades, mas o principal fator que deve ser levado em conta é a garantia de bem-estar e a preservação da fertilidade da mulher.
* Dr. Maurício Simões Abrão é médico responsável pelo Setor de Endometriose da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e, atualmente, é Presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva. É membro do Conselho da Sociedade Mundial de Endometriose (WES) e da Associação Americana de Ginecologia Laparoscópica (AAGL). Também é autor de vários livros, entre eles "Endometriose: uma Visão Contemporânea" (Editora Revinter).

Conselho vai investigar epidemia de cesárea no País
16 mil médicos serão ouvidos no inquérito que vai apurar as causas da marca de 80% de cesarianas na rede privada
Vinagre afirma que com os dados em mãos será possível traçar estratégias mais efetivas para reduzir o índice de cesáreas no País. "Mesmo antes dos resultados já vamos conversar com as 10 maiores operadoras de saúde suplementar do Brasil, que englobam 70% dos clientes dos planos de saúde, para estreitar o diálogo e também verificar como as empresas podem contribuir no incentivo do parto normal."

Cesárea agendada: os riscos que o bebê corre quando o parto é marcado sem necessidade.
Pesquisa americana mostra que crianças que nascem antes de 39 semanas de gestação podem sofrer com problemas respiratórios .
Revista Crescer – Ana Paula Pontes
O parto cesárea agendado antes de 39 semanas de gestação aumenta a chance de o bebê ter problemas respiratórios. Outros fatores podem levar, ainda, a uma internação da criança na UTI neonatal. Essa é a constatação de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos.
Foram avaliadas 13.258 cesáreas eletivas (quando a cirurgia é agendada sem a paciente estar em trabalho de parto). Destas, 35,8% aconteceram antes de 39 semanas. O resultado mostrou que os bebês nascidos com 37 e 38 semanas apresentaram mais risco de complicações, entre elas problemas respiratórios e hipoglicemia.
No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a cesárea representa 45% dos partos, contrariando a recomendação da Organização Mundial de Saúde, que é de 15%. “Muitas cirurgias são feitas sem necessidade, apenas por comodismo, tanto dos pais da criança, que querem se organizar melhor, quanto dos médicos, que não precisam desmarcar consultas para realizar um parto a qualquer momento”, diz Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês (SP). A situação se agrava ainda mais se houver um erro na idade gestacional, fazendo com que o bebê nasça prematuramente.
Já, se a mãe entra em trabalho de parto e, no meio do caminho, é preciso realizar uma cesárea, o risco de problemas pulmonares é menor. Isso porque, durante o processo, o bebê sofre uma compressão no útero da mãe e, segundo Pupo, há uma série de transformações que acontecem na criança de maneira que ela fica mais preparada para sobreviver fora do útero. “Não se deve interferir num processo natural, a não ser em casos específicos em que há risco de vida para a mãe e o bebê”, enfatiza o ginecologista.
A data provável dos partos é em torno de 40 semanas de gestação. E, se mãe e filho estiverem bem, esse prazo pode se estender até 41 semanas e 6 dias.
Os benefícios do parto normal
Para o bebê: esse tipo de nascimento é bom para a criança porque segue o processo natural. Ela nasce na hora certa, a não ser nos casos de prematuros. Existem várias evidências e especulações de que o trabalho de parto não é meramente uma atitude física de expulsão do bebê, e sim uma alteração de padrão hormonal em que há liberação de hormônios pela mãe e bebê que sinalizam que o momento de nascer está chegando. Outro beneficio é que o tórax do bebê é comprimido ao passar pelo canal de parto, o que faz com que ele expulse secreções das vias respiratórias, tornando-o mais adaptado a respirar.
Para a mãe: além do aspecto psicológico, da satisfação da mulher em poder dar à luz, a recuperação é mais rápida e são menores as chances de complicações após o procedimento, como sangramentos ou infecções, por exemplo.

Bruno Folli, iG São Paulo
Por mais que os médicos alertem sobre os riscos de uma gravidez tardia, após os 35 anos, números recentes mostram que esse comportamento tem crescido e está se firmando como uma tendência social.
No universo das celebridades, não poderia ser diferente. O anúncio das gestações da mulher do ator John Travolta, Kelly Preston, aos 47 anos, e da cantora canadense Celine Dion, aos 43, renovou a esperança de muitas quarentonas que tentam engravidar.
“Quando uma celebridade torna pública sua opção de engravidar depois dos 40 anos, ela pode influenciar outras mulheres a fazer o mesmo”, analisa Laise Potério, psicóloga da Unicamp. "Além disso, a mulher ganha confiança com os avanços da medicina", conclui.
A gravidez madura das duas famosas reacendeu também a discussão sobre os riscos e benefícios da maternidade tardia. Em São Paulo, o Hospital das Clínicas registrou um crescimento superior a três vezes nos atendimentos de gestações tardias. O índice saltou de 5%, na década de 1970, para 16,6%. Em Goiás, outro estudo mostra um salto ainda maior, de cinco vezes nos últimos 10 anos.
“Muitas mulheres têm postergado a gestação para se dedicar à profissão e alcançar uma vida estável”, afirma Waldemar Naves do Amaral, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH).
O ginecologista conta que a medicina tem se preparado cada vez mais para lidar com a nova e delicada realidade. “Quando a mulher decide fazer uma fertilização in vitro, ela pode identificar o risco de anomalias genéticas antes do embrião ser implantado”, comenta. Na técnica chamada PGD, por exemplo, uma célula é retira do embrião para analisar anomalias. Assim, muitos problemas podem ser evitados.
Mas se a gestação já tiver ocorrido, a mulher deve passar por um rastreamento de anomalias. “São exames de sangue e de ultrassom que apontam o risco de doenças genéticas”, explica Eduardo de Souza, obstetra do Hospital São Luiz. Se constatado o risco, a mulher pode passar por exames invasivos, porém mais precisos.
“Existem três procedimentos. Um deles, feito no segundo mês, retira um pedaço da placenta. Outro, após o terceiro mês, analisa o líquido amniótico. E o último, no quarto mês, retira sangue do cordão umbilical”, detalha o ginecologista. Todos são feitos com o mesmo objetivo: identificar problemas genéticos.
Aos 20 anos, o risco de anomalias genéticas é de 0,5%. O índice dobra aos 35 anos, passa para 2% aos 37 anos, chega a 5% aos 40 anos e alcança 10% aos 44 anos. A principal anomalia é a Síndrome de Down, mas há também as síndromes de Edwards e de Patau, entre outras.
“Quando a doença tem mortalidade próxima de 100%, a mulher pode procurar em juízo uma liminar para interromper a gravidez”, diz o presidente da SBRH. Outros casos, como problemas na frequência cardíaca, podem ser resolvidos ainda na gestação. E anomalias como lábio leporino e pé torto são corrigidos após o nascimento.
O preparo antes da gestação também é fundamental. Isso porque o risco de abortamento salta de 10%, em mulheres de 20 anos, para 40%, aos 40 anos. “A mulher precisa estar com o metabolismo adequado, dentro do peso recomendado e em boas condições físicas”, enumera Souza. Isso vai contar em favor da própria fecundação, que tem apenas 40% de sucesso aos 40 anos. Em jovens de 20 anos, o índice chega a 80%.
Embora o foco das preocupações seja a saúde do feto, a saúde da mulher também corre riscos maiores em gestações tardias. “Ela pode ter hipertensão, alterações cardíacas e diabetes”, conta Naves do Amaral.
Apesar dos riscos, a gravidez tardia tem suas vantagens. “Ela costuma ser algo planejado. A mulher se considera mais preparada para receber um filho e para cuidar dele. Esse aspecto emocional é muito importante”, avalia Naves do Amaral. "Não que as mulheres mais novas não estejam preparadas, mas quando a gestação é planejada, ela pode ser mais tranquila", comenta Laise.

Silicone X Amamentação
Do site meubebezinho.com.br
Ao contrário do que a maioria das mulheres pensa, seios com silicone podem permitir uma amamentação tão saudável quanto aqueles que não passaram pela operação.
O assunto, no entanto, é rodeado de verdades e mentiras e, para esclarecer as dúvidas mais freqüentes, convidamos o médico Naif Thadeu, especializado em cirurgia geral e cirurgia plástica, para falar sobre o tema.
O silicone prejudica a amamentação?
Não, os implantes de silicone utilizados corretamente pelos cirurgiões plásticos no aumento das mamas não prejudicam em nada a amamentação. Até porque todas as vias de acesso para a colocação dos implantes (periareolar, submamária, axilar, abdominal e umbilical), como todos os planos de escolha para o seu posicionamento definitivo (retromuscular, subfascial e retroglandular), já evitam qualquer agressão cirúrgica à glândula mamária.
Se não prejudica, pode afetar de algum modo a mulher?
Não, os implantes de silicone possuem uma barreira (externa) que separa o gel (interno) do organismo da mulher. Tanto essa barreira como o gel interno, tem sido desenvolvidos, nas últimas décadas, de maneira a cumprir todas as exigências dos órgãos de vigilância sanitária mundiais. Se isso não bastasse, o próprio organismo humano forma outra barreira orgânica em volta do implante, causando uma dupla proteção aos tecidos adjacentes. Todos os implantes utilizados oficialmente no Brasil vêm acompanhados de um certificado de autenticidade de procedência, com correspondente registro na ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) e um número de série único para cada implante.
Alguma outra cirurgia pode afetar a amamentação?
Sim, muitas cirurgias podem afetar a amamentação, bastando para isso que interfiram em qualquer mecanismo ligado tanto à produção como à excreção do leite. As mastectomias (retiradas das mamas por tumores), sejam parciais ou totais, podem interferir na amamentação. Outra possibilidade de interferência na amamentação é no caso das gigantomastias (mamas muito volumosas), quando as submetemos à mastoplastias redutoras. Nesses casos é possível necessitarmos de uma retirada de grande parte da zona produtora do leite, além de interrompermos a comunicação entre a pequena zona produtora remanescente com a papila mamária (antes chamada de mamilo).
O uso de prótese pode alterar o sabor?
Não, isso é um mito.
Naif Thadeu
www.naifthadeu.com.br